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Encerramento

Foi um prazer estar com vocês neste blog. Infelizmente, não poderei me dedicar a ele em 2005, devido a outros compromissos. Foi bom (ótimo) enquanto durou.

Graças a este blog conquistei boas amizades: Tiago, Ilton, Tell, Margô, Drika, Alexandre, Carlos, Túlio, etc. Espero manter contato com todos. Vocês têm meu site: glaucodamas.com.



 Escrito por Glauco Damas às 19h44
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Monstro!

Houve duas passeatas monstros contra a violência: uma no Rio e outra em São Paulo.

Podem fazer quantas passeatas monstros quiserem. Ou passeatas monstras. A situação não vai melhorar enquanto as leis brasileiras forem tão favoráveis aos bandidos. Está ao nosso alcance, no entanto, melhorar o português. Vamos então fazer passeatas monstro.

A palavra "monstro", usada como adjetivo, não varia. Portanto:

passeatas monstro
comícios monstro
pesquisas monstro



 Escrito por Glauco Damas às 23h10
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Você é aspone?

Hoje estréia na Globo o programa Os Aspones. Estranhou o nome? O que significa?

Não tem mais dúvida quem já procurou a palavra em um bom dicionário. Você consultou algum?

Aspone significa "indivíduo que exerce um cargo sem função real ou útil" (Dicionário Houaiss). Há muitos aspones no Brasil...

Mas qual a origem dessa palavra tão curiosa? Você vai se surpreender...

Aspone é redução de "assessor de porra nenhuma"!



 Escrito por Glauco Damas às 17h56
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Sede!

O Carlos, primo do ilustríssimo visitante "Tiago Sem Agá" (melhor bajular quem tem contatos até no Pentágono, lá nos Estados Unidos...), citou em um comentário uma coisa que já estava em minha lista de assuntos para o blog. Então vamos lá...

Quando estamos com sede, podemos pedir um copo d'água, um copo de água ou um copo dágua. Surpreendente, não?

Apesar de correta, prefiro não usar a terceira forma. Que cada pessoa faça a sua escolha. O importante é ter água para matar a sede!



 Escrito por Glauco Damas às 00h54
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Histórico de mensagens

LEMBRETE:

Nesta página principal aparecem apenas as mensagens mais recentes. Para ver as outras, clique nos links do HISTÓRICO que aparece no alto, à esquerda. As mensagens são arquivadas mês a mês.



 Escrito por Glauco Damas às 16h33
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Nós somos...

No blog Jus Sperniandi, do nosso amigo Ilton, a mensagem do dia 15 de outubro começa assim: "Os brasileiros somos privilegiados".

O Ilton, que escreve tão bem, "derrapou" no português? (Seria perdoável, porque todos erramos, ninguém sabe tudo, ninguém é perfeito...) Não seria "Os brasileiros são privilegiados"?

Ele não errou. Além de ter um estilo delicioso de redação, nosso amigo sabe o que escreve.

Não gosto de citar termos gramaticais neste blog. O objetivo é apenas dar dicas de redação e estilo, inspirando os visitantes a procurarem gramáticas para saberem mais. Hoje abro exceção para dizer que o Ilton usou o recurso da silepse — precisamente, silepse de pessoa. Silepse é uma figura pela qual a concordância das palavras se faz de acordo com o sentido, e não segundo as regras da sintaxe. Ilton colocou o verbo ("somos") na primeira pessoa do plural para enfatizar que também é brasileiro e é privilegiado. É claro que ele poderia ter escrito "Os brasileiros são privilegiados". Trata-se de uma questão de enfoque.



 Escrito por Glauco Damas às 21h04
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Ela é a melhor professora da escola.

Legal, mas... e os professores? Os homens foram excluídos da comparação?

Dizer "Ela é a melhor professora da escola" significa que você a compara com as outras professoras. Os homens professores foram descartados; você está comparando apenas as mulheres. Para considerar todos os professores da escola, ou seja, homens e mulheres, você deve dizer:

Ela é o melhor professor da escola.


Alguns leitores do meu livro
AVENTURA ALUCINANTE apontaram um "erro" no texto:

Emily era um dos maiores contrabandistas da cidade.

A frase está correta. Eu quis dizer que, entre todos os contrabandistas da cidade, homens e mulheres, Emily era um dos maiores.



 Escrito por Glauco Damas às 22h44
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Confraternização

O final do ano se aproxima... A época é de confraternizações...

Você se confraterniza com amigos, parentes e colegas de trabalho? Então, para melhorar o clima, sugiro que vocês confraternizem.

O verbo é confraternizar, e não confraternizar-se.



 Escrito por Glauco Damas às 18h48
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Au!

Fui atrás de uma cachorra rottweiler para me defender de pessoas com amigos no Pentágono, pessoas com contatos na máfia e moças especialistas em tesouras... (Vejam a atualização na mensagem anterior, logo abaixo.)

Pensar em cachorro me fez lembrar de uma coisa que muitas pessoas erram...

É comum ouvirmos isto: "Minha cadela está prenha". Na verdade, ela está prenhe. Minha gata ficou prenhe uma vez, antes da castração. Vocês já viram vacas prenhes? E éguas prenhes?



 Escrito por Glauco Damas às 16h06
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Não sou candidato, mas também faço promessa!

[ATUALIZAÇÃO] Promessa cumprida! Ainda estamos na primeira semana de outubro. Final da primeira semana, mas tudo bem, ainda assim cumpri.

Algumas pessoas mandaram e-mails. Um visitante disse que ia chamar os amigos do Pentágono. Ontem, tocaram a campainha de casa e, quando atendi, havia no chão um peixe embrulhado em jornal, bem ao estilo máfia italiana (será que D. Vitto Corleone visita o blog?). Hoje cedo, o assustador foi um telefonema: "Eu sei o que você fez no mês passado!". Algum fanático por filmes trash de terror... Mas assustador, assustador mesmo... foi saber que certa pessoa já estava amolando a tesoura! Pronto, pronto, estou aqui! Parem as ameaças!


Voltarei na primeira semana de outubro. (Ia ser na segunda semana, mas... depois que certa pessoa ameaçou pegar uma tesoura...)



 Escrito por Glauco Damas às 23h41
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Placas maravilhosas

Mais contribuições de visitantes:




S
ebola, méu e melansia causam enxaqueca!
No mínimo!

 

 

 

 

 Topa?



 Escrito por Glauco Damas às 04h05
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7 de setembro

Feriado nacional, 7 de setembro...

...ou 7 de Setembro? Tanto faz? O importante é ser feriado, pra você descansar?

Emprega-se letra inicial minúscula nos nomes dos meses. Quando, porém, os nomes fazem parte de datas históricas ou nomes de lugares, use inicial maiúscula. Hoje, por exemplo, é o feriado de 7 de Setembro. Temos também o 15 de Novembro. Conheço uma pessoa que mora na Avenida 9 de Julho. A Praça 13 de Maio virou atração turística por causa dos pombos.

Hoje  até escrevemos "11 de Setembro",  quando nos referimos à data que chocou o mundo. Prova disso é que costumamos ler e ouvir "o 11 de Setembro": é referência a uma data específica, a um evento histórico.



 Escrito por Glauco Damas às 17h51
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Tem gente furando onde não deve...

A foto é uma contribuição do visitante Alexandre (aproveite para conhecer o blog dele: bloghumor.zip.net).

É fácil identificar os erros "fasso" (faço) e "inrigação" (irrigação). O que mais interessa a este blog é o começo da propaganda: "FURA-SE POÇOS" (pelo menos não escreveram "possos"!).

Cuidado com a concordância. Poços é plural. A propaganda deveria ser esta:

Furam-se poços

Há este exemplo clássico:

Alugam-se casas

Casas, plural. Basta pensar desta maneira para a confusão ir embora: casas são alugadas. E, de acordo com o exemplo anterior, poços são furados.

Mais exemplos:

Digitam-se trabalhos.

Final de ano é uma boa época
para se fazerem cartões artesanais.

______________________________
Fotos são periodicamente publicadas e comentadas.



 Escrito por Glauco Damas às 19h50
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Haja inflação (camuflada)!

Perceberam como os preços nos supermercados estão muito caros? (O pobre não ia ter direito a pelo menos "treis refeição" por dia?)

Ir ao supermercado está sendo mesmo um choque para qualquer pessoa, mas o espanto é com os preços altos.

Os preços são altos ou baixos. Usem caro ou barato em referência a produtos.

O preço das cebolas está alto. As cebolas estão caras.
O preço da cachaça ficou muito baixo. A cachaça ficou muito barata.



 Escrito por Glauco Damas às 21h44
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Mas ela é embaixadora ou embaixatriz???


Depende...

Ano passado, William Bonner chamou uma mulher de embaixadora. Recebi e-mails sobre esse "erro" em pleno Jornal Nacional.  Diziam que o  certo seria embaixatriz.

O apresentador não errou. A mulher citada ocupava o cargo de embaixador. Era, portanto, embaixadora. A mulher de um embaixador, sim, é chamada de embaixatriz.

____________________________________________
William Bonner e Carlos Nascimento são apresentadores que sempre se preocupam muito em respeitar a língua portuguesa.



 Escrito por Glauco Damas às 00h47
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Ufa!

É comum as pessoas apontarem a palavra

anticonstitucionalissimamente

como a maior da língua portuguesa. Não é.

Você tem o (ótimo) Dicionário Houaiss? Vá até a letra p... e prepare o fôlego para ler esta palavra:

pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico

São 46 letras! Esse "monstro" descreve o estado de quem é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas. Ainda bem que não há vulcões no Brasil! Imaginem um médico dizendo ao paciente essa palavra! Antes da última sílaba o paciente já morre de susto!

Para quem não gosta de exercícios físicos, a palavra pode ser uma boa opção. Mesmo sentado diante da TV, pronuncie essa beleza várias vezes, em séries de dez. Pode ser tão eficiente quanto meia hora de bicicleta ergométrica...

EM TEMPO —   A palavra se refere à doença pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, que tem duas letras a menos.



 Escrito por Glauco Damas às 17h46
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Vá de retro, Coisa Ruim!


Ontem, assistindo ao canal Retrô — que adoro por exibir séries e filmes antigos —, vi um anúncio da "Sessão Vade Retro". São histórias de terror, e fizeram um trocadilho com o nome do canal (Retro/Retrô).

As pessoas costumam dizer "Vade retro, Satanás!", "Vade retro, Coisa Ruim!", etc. Noto que a minoria sabe escrever isso. Já vi vá de retro e vá-de retro. Como você acaba de observar, o correto é vade retro.

Vade retro, Satanás!
Vade retro, cunhado!
Vade retro, sogra maligna!
Vade retro, Lula!

Vale lembrar que a pronúncia é "ruím", e não "rúim". As pessoas costumam dizer "vade retro, Coisa Rúim!".

____________________________________
(Espero que depois a DirecTV me pague um cachê pela propaganda do canal Retrô...)



 Escrito por Glauco Damas às 21h37
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A namorada pão-dura do cavaleiro.

— Terminei o namoro!
— Por quê? Você gostava tanto dela!
— Ela é muito pão-dura! Não abre a mão nem pra acenar um "oi"! Eu tinha que pagar TODAS as contas! Restaurantes, bares, cinemas... Que homem agüenta?! Chega de ser cavaleiro!

Namorada interessante, essa... Ela consegue ser pão-dura. Nunca vi uma pessoa pão-dura. Você conhece alguma? Caso conheça, mande uma foto para ser publicada neste blog. A comunidade científica terá interesse na espécie.

Use sempre pão-duro. A namorada daquele "coitado" é pão-duro. Talvez você, leitor, tenha uma irmã pão-duro. E as tias? Sempre há pelo menos uma tia pão-duro em cada família.

Desconfio que a moça citada no diálogo acima não tenha sofrido muito com o rompimento do namoro. Afinal, ela, como qualquer mulher, esperava um cavalheiro como namorado, e não um cavaleiro. O leitor é um cavaleiro com sua esposa ou namorada? Ih, a coisa feia! Melhor exercer em outro lugar (e com um cavalo!) suas habilidades em equitação. Trate de ser cavalheiro!



 Escrito por Glauco Damas às 00h27
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Criação de novos empregos

Nosso prisidenti prometeu criar milhões de novos empregos. Tudo bem, a preocupação aqui não é a duvidosa quantidade de novos empregos (talvez nem a formiga que acaba de passar em minha mesa seja capaz de acreditar nisso); o objetivo desta mensagem é entender a idéia de criar novos empregos.

Cuidado com redundâncias. Se o prisidenti fala em criar empregos, é claro que são novos empregos. Ou ele se acha capaz de criar velhos empregos??? (Bom, eu não duvido de mais nada! O mesmo prisidenti diz "Os repórti", em pleno Jornal Nacional, para todo o Brasil passar vergonha...)

Podemos "engolir" com mais facilidade as falsas promessas quando elas ao menos são ditas da melhor maneira possível. Basta prometer criar empregos. Pronto!

Nosso ministro da Justiça propôs uma revisão da Lei dos Crimes Hediondos (desculpa para "suavizar" as penas), como forma de reduzir o deficit* de vagas do sistema prisional. Ele e algumas outras autoridades dizem que não bastaria criar novas penitenciárias para resolver o problema...

Vamos rir ou chorar? O ministro que aceita a idéia de não criar novas penitenciárias é o mesmo que agora defende a sinistra (não é cinistra!) criação do "Conselho Federal de Jornalismo", que no fim serviria apenas para amordaçar jornalistas. Já tentaram com promotres e juízes; chegou a vez dos jornalistas.

Governo do povo...

______________________________________
* Será publicada uma mensagem sobre a palavra "deficit". Aguarde...
Em tempo — Veja no blog Jus Sperniandi o interessante texto "Controle externo na imprensa?".

[Resposta a um comentário]

Não sou um deus... Estou muito longe de saber tudo. Também vivo aprendendo. E, como sempre digo, errar não é vergonhoso. O ruim é não se interessar em aprender, não ir atrás, não estudar, não pesquisar.
Errar, todos erramos. Justamente por não me achar um deus, não reparo o tempo todo nos erros de português cometidos pelas pessoas que conversam comigo. Seria muito desagradável!
Procuro respeitar os erros dos outros. Aqui no blog, para facilitar a compreensão, uso esses erros como exemplos. Tento escrever de um jeito não ofensivo — ao contrário de certas gramáticas que tratam quase como criminoso quem erra, a ponto de ofender jornalistas, juízes, advogados, médicos, etc. Por que fazer críticas pesadas a quem erra se amanhã eu mesmo posso errar, nem que seja por mera falta de atenção? Nietzsche disse: "A sabedoria é um paradoxo. Aquele que mais sabe é o que mais reconhece a vastidão de sua ignorância".
Admito que sou muito duro nas críticas a nosso prisidenti. A história é outra! Falamos de quem não dá um bom exemplo à juventude, em termos de estudo, e parece não estar nem aí para estudar a língua pátria — o tempo passa e os erros escabrosos permanecem. Dizem que a língua é um dos maiores bens de um país. Alguns vão além: dizem que é o maior bem. Não é triste o fato de um governante massacrar esse bem e não dar sinais de que procura melhorar? Como fica a mente dos jovens? Estudar é bobagem? Não é mais necessário estudar para vencer?
 (Não surpreende a idéia de amordaçar a imprensa... Surpreende?)



 Escrito por Glauco Damas às 03h41
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Posto que...

Mais uma especial para advogados.

É muito comum ver "posto que" no lugar de "porque". Exemplo:

Dr. Silva não aceitou aquela mulher como
cliente, posto que ela é acusada de matar crianças.

O motivo da recusa é a acusação de matar crianças. Perplexo, Dr. Silva (advogado) preferiu ficar longe da mulher. "Posto que" aparece como "porque", por isso a frase não está boa. Opções:

Dr. Silva não aceitou aquela mulher como
cliente, porque ela é acusada de matar crianças.

Dr. Silva não aceitou aquela mulher como
cliente. Ela é acusada de matar crianças.

Dr. Silva não aceitou aquela mulher como
cliente: ela é acusada de matar crianças.

Veja agora a diferença:

O advogado não aceitou como cliente a mulher
acusada de matar crianças, posto que atuasse
apenas em casos de homicídio.

"Posto que" aparece como "embora", e assim deve ser, sempre. Embora atuasse apenas em casos de homicídio, o advogado, desta vez especialmente perplexo,  preferiu não representar  uma pessoa acusada de matar crianças.



 Escrito por Glauco Damas às 04h07
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Bata na porta antes de entrar.

Por favor, bata na porta antes de entrar.

Esse pedido só é bom para pit boy (especialmente pit boy  incentivado pela ridícula novela Da Cor do Pecado...).

Pessoas educadas batem à porta. Bater na porta é, por exemplo, dar murros nela.

Funcionário educado e que gosta do emprego nunca entra na sala do chefe antes de bater à porta. Marido bêbado procura não bater à porta de casa quando esquece a chave (é melhor dormir na varanda), para não apanhar da mulher.

___________________
O UOL melhorou o jeito de responder aos comentários dos visitantes. Ficou bem melhor. Coloquei ontem algumas respostas que eu estava devendo por falta de tempo.



 Escrito por Glauco Damas às 16h18
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Vou me consultar com um oftalmologista.

Tenho uma lista de assuntos para o blog. Às vezes as idéias vêm em momentos inusitados: enquanto assisto a um filme, leio um livro, converso com alguém sobre um assunto que nada tem que ver com língua portuguesa... Há poucos dias, trocando e-mails com Ilton, visitante querido neste blog, falei de medicina e me lembrei de um tema interessante. Vamos a ele.


Quem consultar-se com um médico não receberá um bom tratamento. Sendo consulta particular, por convênio (que já não é grande coisa) ou pelo SUS, o bom é consultar um médico.

Observe a diferença. O verbo é simplesmente consultar.

Antes de me submeter a uma cirurgia corretiva de miopia, consultei um bom médico. Como fiz a coisa certa, a cirurgia foi um sucesso: antes, eram dez graus em cada olho; hoje, a visão está perfeita, por isso eu disse adeus às lentes de contato.

Consultei um bom oftalmologista.
Ele precisa consultar um psiquiatra.
Ela disse que vai consultar um pastor.


Figura acima: capa do filme Patch Adams - O Amor é Contagioso. Deveria ser proibido um estudante de medicina graduar-se sem antes assistir ao filme.



 Escrito por Glauco Damas às 02h15
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Você vai à igreja domingo?

Recebo muitas dúvidas por e-mail. Há também as dúvidas publicadas aqui no blog, quando os visitantes deixam comentários. Leio todas as mensagens, mas infelizmente não posso garantir resposta, por falta de tempo. Uma pena!... Resta-me pedir a compreensão dos visitantes. Anoto as dúvidas para um dia responder pelo próprio blog (muito melhor, pois mais pessoas aprendem).

A mensagem de hoje surge graças a um comentário do TÚLIO. Vamos lá...


Às vezes é necessário, sim,  usar inicial maiúscula em "igreja". Acontece quando você se refere a ela como instituição, organização. Os exemplos esclarecem o suficiente:

Você vai à igreja aos domingos?
A igreja do meu bairro vai promover uma quermesse.
Padre Bento é o melhor desta igreja.
A Igreja Católica tem forte presença no Brasil.
O Papa tem conduzido muito bem a Igreja.
A Igreja não aceita o aborto.
Igreja Católica Apostólica Romana.

Observe: a Igreja como um todo não aceita o aborto. Essa mesma Igreja é conduzida pelo Papa. Dizer que o Papa dirige a igreja é inadequado porque ele não dirige apenas uma igreja qualquer — talvez a do seu bairro. Ele comanda a Igreja em todo o mundo. Todas as igrejas católicas em sua cidade estão subordinadas à Igreja Católica, sediada no Vaticano.



 Escrito por Glauco Damas às 00h23
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É proibido proibir errado!

As palavras  "vizita" e  "volti" são cômicas, para não dizer trágicas. Há erros absurdos mas óbvios, por isso vou me concentrar apenas em "proibido".

Você com certeza já viu o famoso aviso

É PROIBIDO A ENTRADA DE ESTRANHOS

Proibir assim não vale. Há uma regra (muito simples) para isso.

Você pode simplesmente tirar o artigo "a":

É PROIBIDO ENTRADA DE ESTRANHOS

Quer manter o artigo de "entrada" (o tal "a")? Tudo bem, mas o adjetivo "proibido" precisa ficar no feminino:

É PROIBIDA A ENTRADA DE ESTRANHOS

Percebeu a diferença? Veja outro exemplo:

É PROIBIDA A SAÍDA DE PEDESTRES
ou
É PROIBIDO SAÍDA DE PEDESTRES

______________________
Graças a um comentário do visitante Moacir, percebi que eu poderia ter colocado outra maneira de escrever o alerta que aparece na placa. É esta: "É proibido visitar a gruta".



 Escrito por Glauco Damas às 19h28
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Modelo...

— Mamãe, não quero mais estudar!
— Hein?! Como não? Que história é essa, filhinho?!
— É que eu quero ser presidente da República!...


E a inicial maiúscula em "presidente"?

Não exagere... Use iniciais minúsculas em nomes que designam cargos ou funções: presidente, deputado, prefeito, bispo, rei, imperador, ministro, governador, etc. Exemplos: presidente Lula, prefeita Marta Suplicy, ministro Nelson Jobim. Mas atenção! Você leu "nomes que designam cargos ou funções". Portanto:

Ele é o ministro da Saúde.
Ele é o presidente da República.
Ele foi secretário de Estado.
Nenhum ministro da Justiça fez algo
concreto para combater a violência.

Ministério da Saúde
Presidência da República
Secretaria de Estado
Ministério da Justiça.



 Escrito por Glauco Damas às 01h36
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Erro na propaganda da Skol?

Erro mesmo é beber demais.

Recebo vários e-mails e leio todos, mas infelizmente não posso garantir uma resposta, por falta de tempo. Muitos foram os visitantes que mandaram e-mail para questionar os comerciais da Skol. Então vamos lá...

A dúvida: "Não deveria ser 'A cerveja que desce redonda'? Afinal, é a cerveja".

Na verdade, redondo aqui aparece como advérbio e equivale a redondamente. É invariável, portanto.

"A cerveja que desce redondo": correto. (A cerveja que desce redondamente.)

Agora vá tomar um copo d'água!

 



 Escrito por Glauco Damas às 00h16
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As modelos são magérrimas!

Elas são vítimas da "ditadura da magreza", mas não chegam a ser magérrimas.

Modelos são macérrimas.

Você  encontra macérrimo e  magríssimo  nos dicionários, mas eles próprios costumam indicar magríssimo como "menos recomendável".

Eu sei... Se os dicionários registram a palavra, ela não pode estar errada. A questão é escolher a palavra mais adequada. A norma culta pede macérrimo. Em situações informais, pode ficar com magríssimo (eu nunca uso). Algumas pessoas defendem até magérrimo, mas aí já é demais.

Pois bem... Se a palavra é maGro, por que o c em macérrimo?

Isso vem de macer — "magro" em latim.


(Mensagem reescrita devido a e-mails enviados pelos visitantes. Todos perguntaram por que o c se temos a palavra "maGro". Certo agora, Padinho?)



 Escrito por Glauco Damas às 02h45
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Comprei camisas rosas, meias abóboras e sapatos vinhos.


A mensagem anterior foi sobre o plural de "bege". Deu vontade de escrever sobre uma coisa útil e que pouca gente sabe...


Um substantivo, ao indicar cor, não sofre variação. Exemplos: rosa, cinza, pérola, gelo, abóbora, vinho, creme — são todos substantivos associados a cores.

Então como fica?

saia rosa / saias rosa
carro pérola / carros pérola
camisa vinho / camisas vinho
lençol abóbora / lençóis abóbora
parede cinza / paredes cinza
camisola palha / camisolas palha
meia abacate / meias abacate


Atenção: colcha cor-de-rosa / colchas cor-de-rosa (também não varia).

Agora você pode entender a diferença entre o plural de ultravioleta e o de infravermelho:


raios infravermelhos
raios ultravioleta

Vermelho é adjetivo, por isso sofre variação normalmente. Violeta é substantivo e permanece igual. (Em outras palavras: não variam os adjetivos que originariamente são substantivos.)

Outros casos especiais, por terem um substantivo:

camiseta vermelho-sangue / camisetas vermelho-sangue
toalha amarelo-canário / toalhas amarelo-canário

Ih! Deu um nó na cuca? Então, para facilitar, deixe tudo em branco e preto mesmo! (Esta sugestão eu "copiei" da Tell, visitante do blog. Só espero que ela não cobre direitos autorais... Mas tudo bem: eu tenho o Ilton — outro simpático visitante do blog — para me defender. Ele é um grande mestre em leis! Então cuidado, Tell!)



 Escrito por Glauco Damas às 19h47
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Quantas camisas bege você tem!

Não sei por que algumas pessoas se impressionam com o plural de "bege". Não há segredo:

Comprei uma camisa bege.
Comprei duas camisas beges.

(O importante agora é PAGAR para
não ter o nome incluído no SPC!)



 Escrito por Glauco Damas às 15h34
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Eu aranho, ele aranha, nós aranhamos...


Eu aranho, tu aranhas, ele aranha, nós aranhamos, vós aranhais, eles aranham.

Não, não enlouqueci. Ainda.

Com o nosso herói Homem-Aranha tão na moda (gostaram do novo filme?), eu me lembrei de uma coisa bem interessante...

Existe, sim, o verbo aranhar. Duvida? Pegue um dicionário. O Houaiss, por exemplo, traz o seguinte:

verbo
Regionalismo: Brasil.
 intransitivo
1 movimentar(-se) como aranha
 intransitivo
2 Derivação: sentido figurado.
não ter pressa, andar vagarosamente
 intransitivo
2.1 demorar na execução de uma tarefa ou trabalho



 Escrito por Glauco Damas às 17h20
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"Corre" que lá vem bala!

Você deve ter identificado com facilidade o erro na placa: "SUJEITO Á TIRO".

Evidentemente, é absurda a idéia de usar á. Quem fez a placa deve ter associado isso com à. Nem assim seria correto, pois "tiro", por ser palavra masculina, não aceita ocorrência desse acento. (Por isso você escreve "carro à gasolina" e "carro a álcool": a gasolina, o álcool. Pela mesma razão, você compra "à vista" e "a prazo".)

O autor da placa partiu para o bom-humor (de mau gosto). A ameaça nos faz lembrar de qual alerta? Sim, aquele mesmo, o famoso SUJEITO A GUINCHO. Não é um bom alerta. Ao criar uma placa dessas, escreva SUJEITO A GUINCHAMENTO. Guinchamento é a ação praticada.


A foto é real e circula pela Internet. Não sei quem fotografou, mas agradeço ao Thiago Soler, por ter enviado. De vez em quando colocarei fotos assim no blog. Se você tiver alguma, mande para meu e-mail: glauco@glaucodamas.com.
Havia uma palavra inadequada nesta mensagem. Agradeço ao visitante "Andarilho", que chamou a minha atenção. Pena ele se identificar apenas assim...



 Escrito por Glauco Damas às 15h45
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Vamos ficar de greve, companheiros!

Greve é um direito dos trabalhadores. Esse direito, no entanto, só é bem empregado quando eles estão em greve. Ninguém pode ficar de greve.

Os professores estão em greve há dois meses. (Coitados!)
Ficamos em greve em janeiro.
Nosso prisidenti já esteve em greve inúmeras
vezes (e agora parece estar em greve de novo...).



 Escrito por Glauco Damas às 20h09
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Cê-cedilha

Vi a seguinte palavra em um blog:

cessidilha

Fiquei intrigado...

Notei que o erro acima é um exagero que quase ninguém comete, mas a maioria das pessoas não sabe escrever do jeito certo. É assim:

cê-cedilha

A palavra "carroça" tem cê-cedilha. Existe também o cê cedilhado. Tanto faz. (Observe que não há hífen em "cê cedilhado".)

Naquele mesmo blog, a pessoa escreveu "voçê". Não vale dizer que "você" tem cê-cedilha!!!



 Escrito por Glauco Damas às 15h29
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Ela é o melhor poeta?

Na mensagem anterior, o visitante IVAN deixou um comentário que me fez pensar em escrever mais sobre o assunto.

Defender o feminino de poeta (poetisa) foi o que mais causou polêmica neste blog. Não podemos ignorar a regra — por mais que algumas poetisas queiram. (E atenção: é poetisa, e não poetiza.)

Leia a mensagem anterior, depois volte para esta.

Leu? Então vamos lá...

Ao dizer "Maria é uma excelente poetisa", você não deixa nenhuma dúvida: está fazendo um elogio a Maria. Haverá dúvida, no entanto, em uma frase como esta: "Maria é a melhor poetisa do século". Você está comparando apenas as mulheres, ou seja, apenas as poetisas? Então a frase está correta. Entre elas, Maria é a melhor. Se a comparação for no sentido geral, incluindo homens e mulheres — poetas e poetisas —, a frase deve ser esta: "Maria é o melhor poeta do século".


Infelizmente, não posso responder a todos os e-mails (e comentários no próprio blog) dos visitantes. Leio todos, no mesmo dia, mas nem sempre posso tirar dúvidas. Estou com mais de 300 e-mails em minha caixa postal, cheios de gentis comentários e dúvidas. Havia mais e-mails, mas respondi a uns cem nos últimos dois dias. Como desenvolvo outras atividades, não sobra muito tempo para o blog. (Ainda assim me esforço muito para estar aqui diariamente, pois é um trabalho que me dá prazer.) Tenho uma lista de assuntos a serem comentados aqui. Algumas dúvidas vão para essa lista. Peço a compreensão de todos. Obrigado.



 Escrito por Glauco Damas às 17h22
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Estou no aguardo de respostas.

Está nada!

O erro é cada vez mais comum. A partir de agora, use apenas assim:

Estou ao aguardo de respostas.
Ela está ao aguardo de notícias.



 Escrito por Glauco Damas às 02h02
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Aquele é o diretor geral do UOL?

Não, diretor geral ele não é. O UOL, como todas as boas empresas, tem diretor-geral. Deve ter também um diretor-presidente.

Diretor-geral e diretor-presidente só mandam mesmo quando têm hífen no cargo!



 Escrito por Glauco Damas às 20h12
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Quero que a minha nora exploda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Quero que a minha nora EXPLODA!!!", a mulher berrou, mais vermelha que tomate.

Essa sogra boazinha está querendo errado...

As formas expludo e exploda não existem. Use outras palavras, outras expressões -- à sua escolha. Por mais que ame o Palmeiras, você não pode dizer "Eu expludo de alegria quando o Palmeiras vence!". (Diferente seria dizer: "Vou explodir de alegria se o Palmeiras vencer!", "Eu vibro quando o Palmeiras vence!".) Por mais que você odeie sua nora, não diga "Quero que a minha nora exploda!". (Diferente seria dizer: "Quero ver a minha nora explodindo de raiva!", "Quero que a minha nora se dane!" ou qualquer outro xingamento assim tão simpático.)

Há gramáticas que já aceitam a forma expludo. Veja, por exemplo, o livro Nossa Gramática, do mestre Sacconi, Atual Editora. Ainda assim, prefiro não usar a palavra.

Pegue uma boa gramática e estude verbos defectivos (são os verbos que não têm a conjugação completa).



 Escrito por Glauco Damas às 20h45
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A difícil arte de escrever fácil

O verdadeiro bom texto é o fácil, direto, objetivo -- o texto que comunica de imediato as idéias, sem deixar dúvidas. O português de hoje, mais do que nunca, é assim.

A idéia vale para todos os textos. Não importa se você escreve um romance, uma tese, um livro de auto-ajuda, uma petição inicial, uma sentença... Observe os textos de jornais e revistas. Se puder, observe em seguida textos antigos da imprensa. A diferença é evidente. A comunicação atual é muito mais direta. Ainda bem!

Ainda bem? Mas não estão simplificando demais o ato de escrever, acabando com o "charme" dos textos?

Nada disso. O texto simples, indispensável, pode ter todos os outros méritos que você quiser. E acredite: é mais difícil escrever um texto fácil, por isso se fala muito da difícil arte de escrever fácil.

Releia seus textos. Substitua palavras incomuns; prefira frases mais curtas; observe se um trecho pode ser reescrito com um menor número de palavras; procure repetições desnecessárias.

Em uma das inúmeras vezes em que reescrevi meu livro AVENTURA ALUCINANTE (clique para conhecer), percebi que quase um capítulo inteiro era dispensável. Condensei umas idéias em apenas um parágrafo (!) e o coloquei em um trecho do capítulo anterior. Ficou perfeito!

Regra sempre boa: se sentir a mínima possibilidade de cortar algo, corte! (Olha lá, estou me referindo apenas a textos! )



 Escrito por Glauco Damas às 18h22
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Que ótima poeta ela é!

"Eu disse que ela é ótima poeta. Sabe qual foi a reação? Ela fez careta!"

Sorte você não ter levado um beliscão.

Homem é poeta; mulher é poetisa. Que ótima poetisa ela é! Concorda?



 Escrito por Glauco Damas às 15h47
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Seu chefe é Deus?


Você escreve um bilhete a seu chefe:

O Senhor recebeu o relatório?

Desde que seu chefe não seja DEUS, o bilhete está errado. Quando a palavra aparece sozinha, use inicial minúscula:

O senhor recebeu o relatório?
Eu já falei com a senhora sobre a polêmica.
A senhorita por acaso é a filha do Sr. Silva?

Não use abreviatura quando ela não está diante de nome:

O Sr. (ou sr.) recebeu o relatório? [Não]
Eu já falei com a Srª (ou srª) sobre a polêmica. [Não]

No exemplo "A senhorita por acaso é a filha do Sr. Silva?", observe o S maiúsculo na abreviatura diante do nome. Eis o segredo: diante do nome. Quando é assim, use a abreviatura sempre com inicial maiúscula:

Vou falar com o Sr. Pacheco.
A Srª Prado já chegou?

Nota -- Use inicial maiúscula em referências a Deus e a Nossa Senhora:

O Senhor é o meu pastor...
A Senhora de todas as mães...



 Escrito por Glauco Damas às 12h23
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Estreiar assim dá azar!...


Na Band, tem apresentador dizendo estreiar... Estreiar assim pode resultar em baixa audiência! A emissora não está estreiando programa nenhum, com ou sem Marlene Mattos.

Hoje Rosana Hermann estréia um programa de variedades.
(Aqui é tranqüilo.)

Estreei minha bicicleta de vinte e uma marchas.
(Não é estreiei.)

O filme de Ridley Scott estreou com sucesso.
(Não é estreiou.)

Eu e minha irmã estreamos o carro novo.
(Não é estreiamos.)



 Escrito por Glauco Damas às 00h17
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Manda-chuva manda mesmo?

 

Há livros que defendem apenas a forma mandachuva (sem hífen). Veja, no entanto, bons dicionários como o Aurélio e o Houaiss. Manda-chuva também aparece -- e tem a preferência. Com ou sem hífen, o importante é "mandar"!

 


Abraço à simpática equipe da
Editora M.Books -- especialmente para
a produtora editorial Salete.



 Escrito por Glauco Damas às 01h09
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As inscrições são "gratuítas"?

QUANDO os profissionais da televisão e do rádio vão aprender que a pronúncia de gratuito é "gratúito"? Ano após ano, vemos (ou melhor, ouvimos) o erro em propagandas, novelas, jornais, narrações de jogos... O erro é freqüente até em comerciais de ESCOLAS. Como sempre digo, é natural errar, todos estamos sujeitos a isso, a vida é um constante aprendizado; o problema é continuar errando, mesmo depois de tantos alertas. Um diretor de escola, por exemplo, pode dizer o seguinte a uma agência de propaganda: "Na última vez vocês erraram a pronúncia. Tudo bem, acontece. Não errem de novo, por favor". Da mesma forma, um diretor de Redação pode gentilmente chamar a atenção de um repórter ou apresentador. Mas não, lá vão eles com a pronúncia "gratuíto"!

Prestem atenção e não errem mais.

Não existem inscrições "gratuítas" [pronúncia]. Existem, sim, as inscrições "gratúitas" [pronúncia].

Nota -- Ilton, este assunto foi antecipado graças à sua sugestão.  Realmente, o erro é muito comum!



 Escrito por Glauco Damas às 17h49
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Suicídio!

Alguém pediu uma mensagem sobre suicídio. Antes que a pessoa (quem foi mesmo?) se suicide por impaciência (), vou comentar...

No português contemporâneo, não há problema (redundância) no uso de suicidar-se. Fique tranqüilo. É como usar antídoto contra -- forma tranqüilamente aceita.



 Escrito por Glauco Damas às 22h55
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Fim da paquera?

Você está em uma festa paquerando aquela pessoa FANTÁSTICA. A pessoa se aproxima e diz: "Com licência". Decepção no ar? O encanto acaba?

Dê a sua opinião pelo sistema de comentários do blog.



 Escrito por Glauco Damas às 20h12
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"O mesmo" é o mesmo que o quê?

O erro é comum. Muito comum. Muitissississississíssimo comum (como diria o Chaves -- aquele do programa do SBT).

Em português, mesmo não serve como pronome pessoal. Não pode ser usado no lugar de "ele", "ela", "eles", "dele", etc.

Procurei D. Gervalina, e com a mesma
discuti o rumo da economia brasileira.

Errado. "A mesma" não pode ser referência a D. Gervalina. Agora veja:

Procurei D. Gervalina, e com ela
discuti o rumo da economia brasileira.

É uma opção. Outros exemplos, já com formas corretas em seguida:

Abri o livro e no mesmo vi uma curiosa nota de rodapé. [Não]
Abri o livro e nele vi uma curiosa nota de rodapé. [Sim]

O autor esteve na Bienal do Livro, e o mesmo
autografou vários exemplares de seu novo romance. [Não]
O autor esteve na Bienal do Livro e autografou
vários exemplares de seu novo romance. [Só isso!]

As testemunhas confirmaram a traição do marido,
mas depois não quiseram falar sobre a mesma. [Não]
As testemunhas confirmaram a traição do marido,
mas depois não quiseram falar sobre o assunto. [Uma sugestão.]

O erro parece ser mais comum entre profissionais do Direito. Atenção especial, todos vocês que são da área. Vejam, por exemplo, descrições de crimes. É de no mínimo 99% a chance de você ver algo assim: "O acusado furtou um revólver, e dias depois usou o mesmo em um assalto...".

Li uma vez que isso é aceito no português moderno. Eu discordo -- ou, como diria a Mãe Diná, eu "disconcordo".

"Mesmo" pode ser tranqüilamente usado quando equivale a "a mesma coisa":

Comprei dez livros ontem, e minha mãe fez o mesmo.
(No caso, a mãe fez a mesma coisa.)



 Escrito por Glauco Damas às 00h17
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Buuuuuuuuuuuu!

 

Lembre-se: o verdadeiro bom texto é o fácil, simples, objetivo.
Escrever "difícil" não significa necessariamente produzir um
bom texto. Procure se aperfeiçoar na difícil arte de
escrever fácil
. Assim pede o português de hoje.


"Feliz daquele que ensina o que aprende, e
que aprende o que ensina." - Cora Coralina



 Escrito por Glauco Damas às 18h26
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Foi publicado no Globo?

OK, Celebridade acabou, já sabemos quem matou o danado do Lineu, o Brasil volta a funcionar. Você já visitou o site do Globo para saber como foi a audiência do último capítulo? Visitou??? Então devem ter clonado o site do famoso jornal! BUEMBA! (Como diria o engraçadíssimo José Simão.)

Quando o nome da publicação tem artigo no início, o artigo não pode ser descartado. O nome do jornal é O Globo, certo? Escreva todo o nome, sempre.

Eu já havia programado este assunto. Decidi adiantá-lo porque acabo de ver o erro em um texto publicado na Internet:

A TV Globo e O Globo jamais
contrataram os serviços da Proconsult.

Mas... colocar OUTRO o antes do nome do jornal??? Sim.

A TV Globo e o O Globo jamais
contrataram os serviços da Proconsult.

No livro Meu Filho, Minha Escolha, aparece mais ou menos isto: "...pegou o O Evangelho Segundo o Espiritismo e abriu na página...". O outro o antes do título não seria um excesso?

Não. Qual o título? O Evangelho Segundo o Espiritismo. Você não pode "alterá-lo".

Portanto:

Sou assinante do O Estado de São Paulo.
Leio o O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Gosto de ler o O Globo todos os dias.
Ele é colunista do O Globo.

Errado: dO Globo, nO Estadão, pelO Globo, etc. Também não faça isto: d'O Globo, n'O Estadão, etc.



 Escrito por Glauco Damas às 23h22
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MandaTo? MandaDo?

Semana passada, na novela Celebridade (ansiedade para ver hoje o último capítulo?), uma personagem disse "mandato" no lugar de "mandado". No Direito (mais uma para os advogados!), existem os mandados: mandado de segurança, mandado de injunção, mandado judicial...

Mandato (que também é assunto no Direito) é palavra comum principalmente quando falamos de políticos. Nosso prisidenti, por exemplo, está cumprindo um mandato, e talvez queira mais um por meio de uma reeleição. ()

Em tempo -- Eu sei que você não tem um pingo de interesse em saber quem matou Lineu... Vai abrir um livro de gramática supergrosso e estudar até, não é mesmo?



 Escrito por Glauco Damas às 19h54
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O chassi do seu carro

Depois de sursis, logo pensei em escrever sobre a palavra chassi.

Muitas pessoas dizem o chassis. Você, leitor esperto que visita o blog Português Hoje, não vai mais errar. Diga o chassi. Simplesmente. Com s no final, ou seja, chassis, você está usando o PLURAL da palavra -- portanto, os chassis.



 Escrito por Glauco Damas às 01h05
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Sursis

I'm back!

Atenção, advogados! Outra mensagem especial para vocês!

A palavra escrita é sursis, mas pronunciem "sur", sem s no final. Combinado?



 Escrito por Glauco Damas às 18h30
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Eleitores!

Já que o assunto do momento é política, devido à morte de Leonel Brizola, vamos falar de voto.

O Lula foi eleito com milhões de votos, mas hoje a gente quase não acha quem votou para ele. (Mistério!...) A resposta à pergunta "Você votou para o Lula?" muitas vezes é "NÃO".

E não mesmo! Ninguém votou para o Lula. Nós votamos em uma pessoa.

Ela votou em Collor.
O povo votou no candidato menos desprezível.

Para é usado quando a referência é a cargo. Aí sim:

Ela votou para presidente.
Votei para deputado federal.



 Escrito por Glauco Damas às 21h26
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Minha filha é bacharel!

"Pois é, minha filha concluiu o curso de Direito. Como o tempo passou depressa! Ela já é bacharel!"

Em qual faculdade ela estudou??? Se foi em uma faculdade boa -- e reconhecida pelo MEC! --, sua filha é bacharela.

Ih! Feio, né? Mas o que podemos fazer? É o feminino...



 Escrito por Glauco Damas às 23h19
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Xôôôôôô, Coisa Ruim!

Antes diziam que era o Saddam Hussein... Agora dizem que o Bush é o Anti-Cristo.

Se ele é eu não sei... nem quero saber!  (Você sabe?) Uma coisa é certa: ele seria o anticristo. Assim mesmo, juntinho, sem hífen e com minúsculas.

Anti- admite hífen antes de h, r ou s.

anti-social
anti-horário
anti-rábico (referente à vacina, lembra?)

Nos outros casos, escreva tudo junto, mesmo que pareça estranho à primeira vista, como em antiinflação.

NOTA -- Você pode usar antissepsia e anti-sepsia / antisséptico e anti-séptico.

 



 Escrito por Glauco Damas às 19h29
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Erro médico?

"Consultei um médico e fiquei espantado quando ele disse que estou com problema no abdome. Não é abdômen?"

Tanto faz. O importante é TER um abdome/abdômen!



 Escrito por Glauco Damas às 18h46
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Já passei os faxes! (???)

Um fax, dois faxes, três faxes?

Agora há pouco, lendo o meu próprio blog, eu me lembrei de fax ao ver a mensagem sobre o plural de gravidez. (Veja mais abaixo.)

O plural de fax é... fax mesmo. Um fax, dois fax, três fax...



 Escrito por Glauco Damas às 16h41
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Quer casar comigo?

Na mensagem anterior (o uso dos porquês), usei algumas vezes o verbo casar. Alguém pode ter esta dúvida: "Por que ele não usou 'casar-se'?".

Casar ou casar-se, tanto faz -- desde que case!

Juliana vai se casar com Rodrigo.
Juliana vai casar com Rodrigo.
Eu me casei em 1975.
Eu casei em 1975.
Nós nos casamos naquela igreja.
Nós casamos naquela igreja.

 



 Escrito por Glauco Damas às 16h18
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Os porquês

Por que

Primeiro, o uso de por que — em duas palavras. Ele é mais comum como equivalente a por que motivo ou por que razão:

Por que ela foi embora?
Por que já não nascemos sabendo tudo?
Ela sabe por que desisti do casamento.
Veja por que é importante estudar inglês.

Note que, nas quatro frases, podemos usar por que motivo ou por que razão no lugar de por que. Muitas pessoas têm a falsa idéia de que o uso dessas duas palavras é válido apenas em perguntas. Observe de novo esta frase: "Veja por que é importante estudar inglês". Onde está a interrogação?

Por que também entra na função de pelo qual:

Eis por que não gosto de matemática.
Expliquei a ele a razão por que expulsei a filha da escola.

Imagine agora a primeira frase assim: "Eis a razão pela qual não gosto de matemática". A segunda frase: "Expliquei a ele a razão pela qual expulsei a filha da escola".

 

Por quê

Ah, agora é aquele separado e com acento! Ele é mesmo usado apenas no final de perguntas?

NÃO.

Em final de frase o que é tônico e, portanto, leva um acento:

Você não foi à escola?! Posso saber por quê?

Isso também acontece quando ele aparece antes de pausa forte:

Não me pergunte por quê, mas eu não gosto dela...
A polícia não sabe por quê, quando nem como o crime ocorreu.

 

Porque

Porque, agora em uma só palavra. Sem segredo: usado nos demais casos.

Sabe por que o deputado votou contra aquela lei?
Porque ele é um corrupto!

Não vou à escola amanhã porque amanhã é segunda-feira,
e eu odeio as segundas-feiras!

Interessante notar que esse porque pode ser usado também em orações interrogativas: "Você terminou o noivado porque ela não quis casar este ano?". Diferente seria se a pessoa perguntasse: "Por que você terminou o noivado?".

Veja esta outra possibilidade: "Por que você terminou o noivado? Porque ela não quis casar este ano?". Na primeira frase, a pessoa faz a pergunta, quer saber por qual motivo ele terminou o noivado. Na segunda frase, a pessoa se refere a um MOTIVO (será que ele terminou o noivado porque ela não quis casar este ano?).

 

Porquê

Aparecendo como "substantivo" ou sinônimo de motivo, razão ou causa, a palavra "porque" é acentuada:

porquê

Portanto, o acento não é privilégio de por que (em duas palavras). Exemplos:

Será que o uso dos porquês ficou um pouco mais fácil?
A polícia não entende o porquê de a moça ter defendido o seqüestrador.
Eis o porquê de tanta crise econômica.

 



 Escrito por Glauco Damas às 15h46
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Uma gravidez, duas...?

Pode parecer estranho, mas o plural de gravidez é gravidezes.

Ela teve duas gravidezes difíceis.



 Escrito por Glauco Damas às 01h13
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Subsistência

Depois de subsídio, convém falar de subsistência.

É a mesma coisa: som de S, não de Z. Portanto, pronuncie "sub'sistência". A pronúncia do verbo subsistir é "sub'sistír", e não "sub'zistír".



 Escrito por Glauco Damas às 18h22
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Subsídio

Peço atenção de novo especialmente aos advogados.

O segundo s em SUBSÍDIO tem som de S, não de Z. Não pronuncie "sub'zídiu"; o correto é "sub'sídiu".



 Escrito por Glauco Damas às 18h17
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Nobel

Há certa polêmica quanto à pronúncia de NOBEL (Prêmio Nobel de...). O assunto voltou esta semana, no Programa do Jô.

Ao contrário do que disseram lá, recomendo, com todo o respeito, esta pronúncia: "nobél".



 Escrito por Glauco Damas às 15h54
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Inobstante

Advogados, especialmente, prestem atenção.

Não usem a palavra inobstante. Opções:

não obstante
nada obstante



 Escrito por Glauco Damas às 15h51
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Huuuuuummmmmmmm.............................

Vocês viram, há poucos dias, nosso prisidenti falar "os repórti"? Isso em pleno Jornal Nacional!

Sem comentários.

Tudo tem limite.

Os repórteres devem ter rido...



 Escrito por Glauco Damas às 15h41
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Herrar é umano.

Observem a mensagem anterior, sobre erros na Veja. Registro meu respeito pela revista. Todos erramos. Condenável é não querer aprender, ou se sentir ofendido quando um erro é apontado. A vida é assim mesmo, gente, um constante aprendizado. Não houve nenhuma intenção de denegrir a imagem de tão importante revista.

Tenho dito! E quem for contra... cale a boca ou morra!

Ops! Perdão!  É que estou sintonizado na CBN (pela Internet), e, ao escrever a frase acima, a notícia era sobre o Bush. Sem querer eu me contaminei!...

Voltando ao normal: quem for contra, comente a mensagem. Com certeza a opinião será respeitada.



 Escrito por Glauco Damas às 02h34
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Quem é que está no volante???

A tecnologia da indústria automobilística evoluiu a ponto de fabricarem supervolantes acolchoados, para dirigirmos deitados (ou sentados...) neles?

Dependendo do ponto de vista, a manchete até pode fazer sentido: seria uma explicação razoável para o número de acidentes de trânsito no Brasil. Motoristas despreparados ou irresponsáveis no volante só podem mesmo causar desgraças! Estar no volante é estar em cima dele! Perigoso à beça!!! (Veja a mensagem anterior.)

A idéia de proximidade é dada com a preposição a, e não em. Por isso os motoristas imprudentes dormem ao volante (e não no volante), as pessoas educadas sentam-se à mesa (e não na mesa), repórteres competentes falam ao microfone (e não no microfone), passageiros animados viajam à janela do avião (e não na janela), pessoas civilizadas batem à porta antes de entrar (e não na porta)... Será que lá na Redação os jornalistas de tão boa e respeitada revista sentam-se na mesa para decidir como será a capa de cada semana?

O engraçado é que, na matéria, publicaram o quadro à direita. Repare no "Álcool ao volante". Por que então o erro na capa?

A revista, na mesma edição, errou também no título de outra matéria. Veja a foto abaixo.

Prefixos substantivados seguem as mesmas normas válidas para os substantivos. É errado, por exemplo, usar as múlti, quando se quer a palavra no lugar de "multinacionais". Portanto: a múlti, as múltis. Da mesma forma: as mínis, as máxis, os vices, os híperes (plural de híper), etc.

Agora você conclui o quê? Que o correto para o título da matéria seria "Fôlego às micros".



 Escrito por Glauco Damas às 02h28
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Tem gente sentando na mesa...

"Cara, nem acreditei quando a moça aceitou sentar na mesa comigo! Ela era linda!"

Desde quando pessoas EDUCADAS sentam na mesa??? Por favor, sente-se à mesa. É questão de educação...

A pessoa que está perto da mesa na verdade está à mesa. Dizer que está na mesa é estar literalmente em cima dela. Imagine a cena!

Empresários sentaram-se à mesa para conversar.
Na mesa havia papéis e canetas para anotações.



 Escrito por Glauco Damas às 02h16
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Ah, os garotos de rua!...

Você também tem muita dó dos garotos de rua? OK, ao contrário dos políticos, você é uma pessoa consciente. Prefira, no entanto, ter muito dó () dos garotos de rua.

Pegue um dicionário e consulte "dó". Você vai ver isto:

, s. m.

Substantivo masculino!



 Escrito por Glauco Damas às 01h18
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Sobressair-se?

Veja esta frase, copiada da mensagem anterior: "As ignorantes se irritam, acham que as pessoas que as corrigem querem 'aparecer', sobressair...".

Note que eu não escrevi sobressair-se. O verbo é apenas sobressair:

Meus filhos nunca sobressaem na escola.



 Escrito por Glauco Damas às 01h39
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Quem me corrige?

Fantásticas essas palavras do mestre Aurélio! (Sim, é aquele Aurélio do dicionário.)

Ninguém sabe tudo. Errar não é vergonhoso. Devemos aprender sempre, com humildade. Pessoas cultas admitem naturalmente um erro de português, e agradecem quando o erro é apontado. As ignorantes se irritam, acham que as pessoas que as corrigem querem "aparecer", sobressair...

Sou fã de máximas. O assunto me faz lembrar desta máxima de Nietzsche:

"A sabedoria é um paradoxo. O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão da sua ignorância."



 Escrito por Glauco Damas às 01h36
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Mais algumas informações...

Durante a parceria com o ZAZ, o endereço do S.O.S. Língua Portuguesa era www.zaz.com.br/soslinguaportuguesa. (Não adianta clicar no link: o endereço está fora do ar há um bom tempo.) Meses depois, criei um endereço próprio, que ficou muito conhecido: www.linguaportuguesa.com.br. (Neste você pode clicar, mas o site acessado nada tem que ver comigo. Transferi o endereço para um professor de português.)

Quer saber de outros sites meus?

Criei em 1997 -- e mantenho até hoje -- o Agatha Christie, a Rainha do Crime: http://expresso-do-oriente.sites.uol.com.br. E meu site pessoal você acessa neste endereço:

www.glaucodamas.com



 Escrito por Glauco Damas às 01h27
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De S.O.S. Língua Portuguesa a PORTUGUÊS HOJE

 

 

 

Decidi alterar o nome S.O.S. Língua Portuguesa para PORTUGUÊS HOJE.

A mudança reflete a comunicação moderna, cada vez mais ágil, dinâmica e globalizada. Os melhores textos são os "fáceis", simples, objetivos, que comunicam de imediato as idéias. Este blog pretende contribuir para "a difícil arte de escrever fácil".

Além da simplicidade, o bom-humor será mantido nesta versão. Bom-humor, afinal, foi um grande diferencial do site e ajuda a assimilar idéias.



 Escrito por Glauco Damas às 01h20
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O começo...

 

(Reprodução do logo antigo.)

Criei em 1998 o S.O.S. Língua Portuguesa. O site fez sucesso ao tratar da língua portuguesa com muita simplicidade e bom-humor. Já recebia um grande número de visitas quando chamou a atenção da escritora Leila Miccolis, e logo surgiu uma parceria com o site cultural dela, Blocos. A parceria com Blocos foi uma honra e me ensinou muito.

Meses depois, recebi do ZAZ (hoje, Terra) uma proposta de parceria. O site foi para a seção nacional Educação. Chegou a picos de 5 mil visitas por dia!

Depois de longas "férias", voltei com esse trabalho, agora sob a forma de blog -- muito conveniente para atualizar e manter uma deliciosa interatividade com os visitantes. Participem!



 Escrito por Glauco Damas às 01h04
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